Anjos Renegados
O Jardim

Existe um jardim antigo com o qual às vezes sonho,
sobre o qual o sol de maio despeja um brilho tristonho;
onde as flores mais vistosas perderam a cor, secaram;
e as paredes e as colunas são idéias que passaram.

Crescem heras de entre as fendas, e o matagal desgrenhado
sufoca a pérgula, e o tanque foi pelo musgo tomado.
Pelas áleas silenciosas vê-se a erva esparsa brotar,
e o odor mofado de coisas mortas se derrama no ar.

Não há nenhuma criatura viva no espaço ao redor,
e entre a quietude das cercas não se ouve qualquer rumor.
E, enquanto ando, observo, escuto, uma ânsia às vezes me invade
de saber quando é que vi tal jardim numa outra idade.

A visão de dias idos em mim ressurge e demora,
quando olho as cenas cinzentas que sinto ter visto outrora.
E, de tristeza, estremeço ao ver que essas flores são
minhas esperanças murchas – e o jardim, meu coração.


(H. P. Lovecraft)

E POR FALAR EM ANJOS…

O álbum de fotografias descansa em meu colo enquanto minhas mãos, trêmulas por causa das lembranças, retira foto por foto de seu templo onde por anos viveram em letargia.
Lentamente as imagens de um passado distante bombardeiam a minha mente enquanto, como se espremendo meus sentimentos, os olhos derramam o sumo das tristes memórias.
O nascimento… meus pais sorrindo enquanto me exibiam como se eu fosse tudo o que existisse para eles no mundo…… a escola… o colégio… meu primeiro ano na faculdade… minha formatura…… o baile… tudo… tudo guardado no livro da vida onde as palavras eram apenas poesias visuais que faziam com que os olhos que a tudo vivenciaram aquilo um dia, se lembrassem de cada sentimento arrebatador batendo contra a porta do coração enquanto dizia: “deixe me entrar! estou aqui!”
Então meus olhos se encontraram com os olhos dela… fixos… estáticos… levemente puxados… e, mesmo que implantados em um pedaço de papel fotográfico desgastado com o tempo, ainda pareciam deter todo o brilho e magia como se ainda estivessem na minha frente, olhando para mim.
Sua voz, suave e calma, tinha a habilidade de trazer à tona todo os nossos mais prufundos, puros e bonitos sentimentos, como se arrancasse de nosso coração tudo o que escondíamos do mundo por simples e puro medo de as pessoas corromperem tudo aquilo que restava para nós.
As longas noites em claro em que ela me ensinava sobre a metafísica da lógica… os encantos do céu e a vida que percorre o mundo sem percebermos… a magia das coisas… a beleza da existência… e a eternidade de uma verdadeira amizade… pura… livre de segundas intenções… simplesmente verdadeira.
E, depois de quase 3 anos, tudo aconteceu… ela adoeceu… e sem que eu pudesse fazer nada, em pouco tempo sua doce, linda e gentil alma foi carregada para a eternidade sobre a qual ela sempre falava… e todos os seus ensinamentos pareceram então fazer sentido…… ao mesmo tempo que a lógica tem metafísica… a própria metafísica em si segue um curso lógico que nós, seres frágeis, procuramos não entender…… sua estrela no céu tornou-o mais brilhante e acessível aos meus olhos…… vida, magia, eternidade e beleza se fundiram em um só… e todas as quatro juntas tinham um único nome: o dela!
Fecho o velho álbum, guardando as fotos uma por uma… no coração e em meus sorrisos… e então olho para o céu, onde uma estrela parecia brilhar mais do que todas as outras…
Ela ainda estava lá… mesmo passados tantos anos, ela ainda brilhava para mim… ainda irradiava meus olhos e, por um momento, eu ainda tinha a sensação de ouvir sua voz sussurrando em meus ouvidos…
Fechei então os olhos… pois não havia mais nada a temer…Ela estava comigo!E logo eu estaria de novo com ela…… então poderíamos viver novamente toda a pureza que nos foi ofertada pela eternidade que ainda tinhamos pela frente…

(anjos renegados)

E POR FALAR EM ANJOS…


O álbum de fotografias descansa em meu colo enquanto minhas mãos, trêmulas por causa das lembranças, retira foto por foto de seu templo onde por anos viveram em letargia.

Lentamente as imagens de um passado distante bombardeiam a minha mente enquanto, como se espremendo meus sentimentos, os olhos derramam o sumo das tristes memórias.

O nascimento… meus pais sorrindo enquanto me exibiam como se eu fosse tudo o que existisse para eles no mundo…
… a escola… o colégio… meu primeiro ano na faculdade… minha formatura…
… o baile… tudo… tudo guardado no livro da vida onde as palavras eram apenas poesias visuais que faziam com que os olhos que a tudo vivenciaram aquilo um dia, se lembrassem de cada sentimento arrebatador batendo contra a porta do coração enquanto dizia: “deixe me entrar! estou aqui!”

Então meus olhos se encontraram com os olhos dela… fixos… estáticos… levemente puxados… e, mesmo que implantados em um pedaço de papel fotográfico desgastado com o tempo, ainda pareciam deter todo o brilho e magia como se ainda estivessem na minha frente, olhando para mim.

Sua voz, suave e calma, tinha a habilidade de trazer à tona todo os nossos mais prufundos, puros e bonitos sentimentos, como se arrancasse de nosso coração tudo o que escondíamos do mundo por simples e puro medo de as pessoas corromperem tudo aquilo que restava para nós.

As longas noites em claro em que ela me ensinava sobre a metafísica da lógica… os encantos do céu e a vida que percorre o mundo sem percebermos… a magia das coisas… a beleza da existência… e a eternidade de uma verdadeira amizade… pura… livre de segundas intenções… simplesmente verdadeira.

E, depois de quase 3 anos, tudo aconteceu… ela adoeceu… e sem que eu pudesse fazer nada, em pouco tempo sua doce, linda e gentil alma foi carregada para a eternidade sobre a qual ela sempre falava… e todos os seus ensinamentos pareceram então fazer sentido…
… ao mesmo tempo que a lógica tem metafísica… a própria metafísica em si segue um curso lógico que nós, seres frágeis, procuramos não entender…
… sua estrela no céu tornou-o mais brilhante e acessível aos meus olhos…
… vida, magia, eternidade e beleza se fundiram em um só… e todas as quatro juntas tinham um único nome: o dela!

Fecho o velho álbum, guardando as fotos uma por uma… no coração e em meus sorrisos… e então olho para o céu, onde uma estrela parecia brilhar mais do que todas as outras…

Ela ainda estava lá… mesmo passados tantos anos, ela ainda brilhava para mim… ainda irradiava meus olhos e, por um momento, eu ainda tinha a sensação de ouvir sua voz sussurrando em meus ouvidos…

Fechei então os olhos… pois não havia mais nada a temer…
Ela estava comigo!
E logo eu estaria de novo com ela…

… então poderíamos viver novamente toda a pureza que nos foi ofertada pela eternidade que ainda tinhamos pela frente…

(anjos renegados)

THE DEMON INSIDE…Mesmo sem ter muito espaço por onde jogar seu corpo enquanto suas pernas se movimentavam bruscamente, ainda que fixas no chão, ela corría…Corria… mas não sabia do que.Corria… mas sem entender o por quê.Corria… corria… corria… sem nem mesmo perceber que estava fugindo.A casa era pequena. Uma cozinha, um quarto, uma sala, um banheiro e um pequeno corredor ligando a sala ao quarto. E, mesmo parada no centro daquilo que deveria protegê-la, ela parecia percorrer todo o espaço indefinidamente, já quase perdendo o seu fôlego enquanto suas roupas se manchavam do suor ácido do medo que lhe corroía.Vez ou outra levava as mãos para as têmporas e, com seus dedos fragilizados pela falta de comida e sono, apertava sua cabeça como se, por um momento, ela pudesse retirar seu cérebro de uma vez e acabar com toda aquela agonia que, no fundo, ela sabia não fazer sentido… … … ainda que tudo aquilo fosse ela.Os fantasmas que a atormentavam… as luzes que iluminavam de negro o seu medo… os sentimentos constantes e devastadores… as agulhas em sua pele… o gilete em sua veia… as pílulas… os hematomas em sua pele…Nada daquilo era ela… mas fazia parte daquilo que tirava toda a sua ânsia de reperceber o mundo.E, por mais que ela soubesse que tudo aquilo poderia ser diferente, o pânico e o negror que a consumiam desde sempre insistiam em dizer que não havia salvação para este mundo de assassinos e dementes.Diziam que os loucos estavam no hospício e os assassinos nas cadeias… mas muitos deles andam por aí sem nunca terem sequer pegado numa faca ou num revólver. Muitos deles assassinavam com as palavras e estes… bem… não havia justiça humana!… E, quem sabe, nem divina…Morte… morte… morte… tantas vezes fora morta que, por um momento achara que era imortal… mas agora a realidade era outra.As pernas pararam de tentar correr… e, de repente, tudo fez sentido… pois ela, que sempre tivera medo da morte, percebera que esta, o carrasco ceifador, poderia se transformar na salvação a partir do momento que a vida se tornara sua maldição.e talvez esta fosse a sua única (e última) luz da vida…Pois as coisas mais belas, como as flores, vivem pouco…talvez deva ser assim mesmo… para que as coisas sejam eternamente belas, elas devem viver pouco… apenas o suficiente para alegrar alguns poucos olhos… e então morrer antes de serem corrompidas… ou destruídas…(anjos renegados)

THE DEMON INSIDE…

Mesmo sem ter muito espaço por onde jogar seu corpo enquanto suas pernas se movimentavam bruscamente, ainda que fixas no chão, ela corría…

Corria… mas não sabia do que.
Corria… mas sem entender o por quê.
Corria… corria… corria… sem nem mesmo perceber que estava fugindo.

A casa era pequena. Uma cozinha, um quarto, uma sala, um banheiro e um pequeno corredor ligando a sala ao quarto. E, mesmo parada no centro daquilo que deveria protegê-la, ela parecia percorrer todo o espaço indefinidamente, já quase perdendo o seu fôlego enquanto suas roupas se manchavam do suor ácido do medo que lhe corroía.

Vez ou outra levava as mãos para as têmporas e, com seus dedos fragilizados pela falta de comida e sono, apertava sua cabeça como se, por um momento, ela pudesse retirar seu cérebro de uma vez e acabar com toda aquela agonia que, no fundo, ela sabia não fazer sentido… … … ainda que tudo aquilo fosse ela.

Os fantasmas que a atormentavam… as luzes que iluminavam de negro o seu medo… os sentimentos constantes e devastadores… as agulhas em sua pele… o gilete em sua veia… as pílulas… os hematomas em sua pele…
Nada daquilo era ela… mas fazia parte daquilo que tirava toda a sua ânsia de reperceber o mundo.

E, por mais que ela soubesse que tudo aquilo poderia ser diferente, o pânico e o negror que a consumiam desde sempre insistiam em dizer que não havia salvação para este mundo de assassinos e dementes.

Diziam que os loucos estavam no hospício e os assassinos nas cadeias… mas muitos deles andam por aí sem nunca terem sequer pegado numa faca ou num revólver. Muitos deles assassinavam com as palavras e estes… bem… não havia justiça humana!… E, quem sabe, nem divina…

Morte… morte… morte… tantas vezes fora morta que, por um momento achara que era imortal… mas agora a realidade era outra.
As pernas pararam de tentar correr… e, de repente, tudo fez sentido… pois ela, que sempre tivera medo da morte, percebera que esta, o carrasco ceifador, poderia se transformar na salvação a partir do momento que a vida se tornara sua maldição.

e talvez esta fosse a sua única (e última) luz da vida…
Pois as coisas mais belas, como as flores, vivem pouco…

talvez deva ser assim mesmo… para que as coisas sejam eternamente belas, elas devem viver pouco… apenas o suficiente para alegrar alguns poucos olhos… e então morrer antes de serem corrompidas… ou destruídas…

(anjos renegados)

Part Of Me

Se eu Soubesse…Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você dormir, iria manter-te mais mais apertado e rogaria aos Deuses para a tua alma vigiarem.Se eu soubesse que essa seria a última vez que te veria saindo pela porta, te daria um abraço e um beijo e te chamaria de volta para mais um.Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria sua voz erguer-se em louvor, gravaria cada gesto e palavra para que eu pudesse lembrar-me delas dia após dia.Se eu soubesse que essa seria a última vez, tiraria um ou dois minutos extras para parar e dizer “eu te amo” ao invés de assumir que você já sabia disso.Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu estaria lá para compartilhar seu dia… Bem, eu tenho certeza que você iria ter muitos mais, então eu poderia deixar este escapar.É claro que haverá sempre um amanhã para compensar um lapso, e nós sempre temos uma segunda chance para fazer tudo certinho.Haverá sempre um outro dia dizer nossos “eu te amo” e certamente haverá uma nova chance para dizer “Há algo que eu possa fazer?”Mas apenas no caso de eu estar errado e hoje for tudo o que me restar, eu gostaria de dizer o quanto eu te amo e espero que nós nunca nos esqueçamos.O amanhã não está prometido para ninguém, jovem ou velho… e hoje pode ser a última chance que você tem para segurar seus entes amados bem apertados. Então se você está esperando pelo amanhã, por que não fazer hoje? Porque se o amanhã nunca chegar, você com certeza se arrependerá do dia que você não tirou aquele tempo extra para um sorriso, um abraço ou um beijo porque estava muito ocupado para concedê-los a alguém… o que acabou por ser o último desejo deles.Portanto, mantenha hoje seus entes queridos por perto… sussurre em seus ouvidos; Diga a eles o quanto você os ama e que você sempre os terá carinhosamente.Tome tempo para dizer “me desculpe”, “Por favor me perdoe”, “Obrigado”, ou “Está tudo bem.”E se o amanhã nunca chegar, você não terá nenhum arrependimento sobre o hoje!!!


(Desconheço o Autor)

Se eu Soubesse…

Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você dormir, iria manter-te mais mais apertado e rogaria aos Deuses para a tua alma vigiarem.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que te veria saindo pela porta, te daria um abraço e um beijo e te chamaria de volta para mais um.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria sua voz erguer-se em louvor, gravaria cada gesto e palavra para que eu pudesse lembrar-me delas dia após dia.

Se eu soubesse que essa seria a última vez, tiraria um ou dois minutos extras para parar e dizer “eu te amo” ao invés de assumir que você já sabia disso.

Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu estaria lá para compartilhar seu dia… Bem, eu tenho certeza que você iria ter muitos mais, então eu poderia deixar este escapar.

É claro que haverá sempre um amanhã para compensar um lapso, e nós sempre temos uma segunda chance para fazer tudo certinho.

Haverá sempre um outro dia dizer nossos “eu te amo” e certamente haverá uma nova chance para dizer “Há algo que eu possa fazer?”

Mas apenas no caso de eu estar errado e hoje for tudo o que me restar, eu gostaria de dizer o quanto eu te amo e espero que nós nunca nos esqueçamos.

O amanhã não está prometido para ninguém, jovem ou velho… e hoje pode ser a última chance que você tem para segurar seus entes amados bem apertados.

Então se você está esperando pelo amanhã, por que não fazer hoje?
Porque se o amanhã nunca chegar, você com certeza se arrependerá do dia que você não tirou aquele tempo extra para um sorriso, um abraço ou um beijo porque estava muito ocupado para concedê-los a alguém… o que acabou por ser o último desejo deles.

Portanto, mantenha hoje seus entes queridos por perto… sussurre em seus ouvidos; Diga a eles o quanto você os ama e que você sempre os terá carinhosamente.

Tome tempo para dizer “me desculpe”, “Por favor me perdoe”, “Obrigado”, ou “Está tudo bem.”


E se o amanhã nunca chegar, você não terá nenhum arrependimento sobre o hoje!!!

(Desconheço o Autor)

Depois de meu amigo Vitor ter me pedido tanto, venho aqui fazer uma nova postagem. Hoje vim falar um pouco sobre mim mesma. Conforme fui ficando mais velha percebi que cada vez mais o mundo acabava comigo, e era de tantas maneiras diferentes, e nesse período, eu tentei acabar com o mundo também, de tantas maneiras frustrantes que resultaram em erros após erros. Depois de errar e apanhar tanto, consegui a criar uma certa habilidade de bloquear as frustrações, e a cada dia eu melhorava, cheguei a pensar que era uma pessoa equilibrada, que sabia completamente lidar com os problemas. Mas depois de anos, percebi que eu estava fechada ao mundo e já tinha perdido a capacidade de sentir. Eu não sentia mais, eu passei a carregar um grande vazio, um vazio indiferente a tudo, todos os dias me perguntava qual era a razão da vida. Por que viver?  Eu era incapaz de gostar de algo, de querer algo. A partir daí perdi as pessoas que me cercavam, fiquei sozinha porque não conseguia me desabafar com ninguém, trancava tudo dentro de mim até sumir, eu simplesmente não criava laços afetivos com ninguém, por dentro, eu estava dilacerada, estilhaçada, sem conserto. Passei a vender uma imagem do que não era eu: era engraçada, simpática, educada, fazia as pessoas rirem, podia ouvir lamentações o dia inteiro e dar conselhos sobre isso, mas parava por ai. Inúmeras vezes ri internamente do jeito mais sarcástico que tem quando escutava alguém se chamando de anti-social. Essas, provavelmente não tinham nem idéia do que significava isso e realmente espero que sejam poucas pessoas que sejam assim.  

Eu venho aqui, para dar um conselho: não se feche, encare tudo como vier, esteja preparado para seguir em frente, porque perder a capacidade de sentir algo, afastar tudo de você é algo muito doloroso e o pior, você fica sozinho, carregando sua própria escuridão.

Depois de meu amigo Vitor ter me pedido tanto, venho aqui fazer uma nova postagem. Hoje vim falar um pouco sobre mim mesma.
Conforme fui ficando mais velha percebi que cada vez mais o mundo acabava comigo, e era de tantas maneiras diferentes, e nesse período, eu tentei acabar com o mundo também, de tantas maneiras frustrantes que resultaram em erros após erros. Depois de errar e apanhar tanto, consegui a criar uma certa habilidade de bloquear as frustrações, e a cada dia eu melhorava, cheguei a pensar que era uma pessoa equilibrada, que sabia completamente lidar com os problemas. Mas depois de anos, percebi que eu estava fechada ao mundo e já tinha perdido a capacidade de sentir. Eu não sentia mais, eu passei a carregar um grande vazio, um vazio indiferente a tudo, todos os dias me perguntava qual era a razão da vida. Por que viver?  Eu era incapaz de gostar de algo, de querer algo. A partir daí perdi as pessoas que me cercavam, fiquei sozinha porque não conseguia me desabafar com ninguém, trancava tudo dentro de mim até sumir, eu simplesmente não criava laços afetivos com ninguém, por dentro, eu estava dilacerada, estilhaçada, sem conserto. Passei a vender uma imagem do que não era eu: era engraçada, simpática, educada, fazia as pessoas rirem, podia ouvir lamentações o dia inteiro e dar conselhos sobre isso, mas parava por ai. Inúmeras vezes ri internamente do jeito mais sarcástico que tem quando escutava alguém se chamando de anti-social. Essas, provavelmente não tinham nem idéia do que significava isso e realmente espero que sejam poucas pessoas que sejam assim. 

Eu venho aqui, para dar um conselho: não se feche, encare tudo como vier, esteja preparado para seguir em frente, porque perder a capacidade de sentir algo, afastar tudo de você é algo muito doloroso e o pior, você fica sozinho, carregando sua própria escuridão.

Não importa o quão devagar você vá, contanto que você não pare nunca!

Vermelho de paixão…
Vermelho de paixão
porque não fica sempre vermelho?
porque insiste em virar azul?

“Eu ontem fui dormir todo encolhido
Agarrando uns quatro travesseiros
Chorando bem baixinho, bem baixinho, baby
Pra nem eu nem Deus ouvir

Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém”


Cazuza

EFEITO CORINGAImagine a onda do mar se formando por cima da água… agora imagine o pico mais alto dela, bem no centro… então imagine duas bases (uma representando o começo e a outra, o fim da onda), todas tendo um pico representando a base “mais baixa” dela… Para os mais entendidos, essa figura é chamada de Curva Gaussiana e representa uma distribuição de uma população.
Agora, imagine que existam pessoas extremamente boas, extremamente ruins e as pessoas “equilibradas”, formadas da união dos dois princípios. É de conhecimento de todos que essas pessoas “equilibradas” representam a grande parte da população. Deste modo, se a onda do mar, neste caso, representa uma distribuição populacional, estas pessoas estariam sendo representadas pelo ponto mais alto desta (a parte do meio da onda)… enquanto os outros dois grupos estariam representados, cada um, por um dos “picos inferiores”. Mais do que isso, imagine também que esta mesma onda representa toda a bondade e a maldade no coração de uma pessoa, onde o pico é uma mistura de ambos, como também ocorre na maior parte das vezes e as mesmas bases representam estes princípios isoladamente.
Agora imagine que a sociedade está em constante movimento, assim como a onda do mar.Imagine também que as pessoas tendem a assumir personalidades e ações que, vez ou outra, as fazem tomar decisões não condizentes com sua filosofia de vida.Para as pessoas que estão num determinado pico de normalidade, essas ações são neutras pois essas pessoas são formadas pelos dois princípios formadores do caráter moral humano. Mas pense agora que, para essas pessoas, representadas pela maioria da população, se uma decisão que tenda para um único lado acontece, seria muito mais fácil a “queda” pela onda para o respectivo lado
Já, para quem está representado por uma das duas bases praticamente sozinha (por exemplo, 95% bondade + 5% maldade ou vice-versa), é muito mais fácil o caminho a ser pescorrido pelos 5% restantes até um 100% final enquanto que a “subida” pela onda a fim de um equilíbrio entre os princípios se torna muito cansativo, desgastante e difícil. Seguindo este conceito, as pessoas “normais” podem tender a “descer” pela onda até um dos princípios, ainda que possam parar no meio do percurso e se estabilizarem ou percorrerem novamente o caminho de volta.Porém, considerando agora alguns fatores cruciais como este mundo cheio de injustiças, miséria e desamor… como as pessoas falsas, egoístas e desumanas… toda a destruição… todas as palavras rudes, as mentiras e as traições… todas as mortes psicológicas a quais somos submetidos todos os dias, seria muito difícil alguém no “pico da maldade” arrumar energia o suficiente para subir pela onda até a “normalidade”. Para elas, seria até mais fácil chegar no 100% da maldade.Mas essa energia é o suficiente para que uma pessoa no “pico da bondade” não consiga atingir o seu próprio 100% e cavalgue mais e mais para o pico da onda representando o equilíbrio entre os princípios bons e maus… e, uma vez lá em cima, tal pessoa, com energia o suficiente, continuará a sua descida pela onda a fim de liberar e equilibrar toda a energia gasta durante o processo.Talvez chegará o dia em que as pessoas realmente ruins de hoje não sejam tão ruins quanto aquelas que eles mesmos destruíram em algum momento do passado… e, deste modo, se arrependerão, de um modo bem menos honrado, de todos os seus atos ao verem suas criações andando por aí…… até chegar o momento da onda estourar e virar uma linha reta de água pela areia…(anjos renegados)

EFEITO CORINGA

Imagine a onda do mar se formando por cima da água… agora imagine o pico mais alto dela, bem no centro… então imagine duas bases (uma representando o começo e a outra, o fim da onda), todas tendo um pico representando a base “mais baixa” dela… Para os mais entendidos, essa figura é chamada de Curva Gaussiana e representa uma distribuição de uma população.

Agora, imagine que existam pessoas extremamente boas, extremamente ruins e as pessoas “equilibradas”, formadas da união dos dois princípios. É de conhecimento de todos que essas pessoas “equilibradas” representam a grande parte da população. Deste modo, se a onda do mar, neste caso, representa uma distribuição populacional, estas pessoas estariam sendo representadas pelo ponto mais alto desta (a parte do meio da onda)… enquanto os outros dois grupos estariam representados, cada um, por um dos “picos inferiores”. Mais do que isso, imagine também que esta mesma onda representa toda a bondade e a maldade no coração de uma pessoa, onde o pico é uma mistura de ambos, como também ocorre na maior parte das vezes e as mesmas bases representam estes princípios isoladamente.

Agora imagine que a sociedade está em constante movimento, assim como a onda do mar.
Imagine também que as pessoas tendem a assumir personalidades e ações que, vez ou outra, as fazem tomar decisões não condizentes com sua filosofia de vida.
Para as pessoas que estão num determinado pico de normalidade, essas ações são neutras pois essas pessoas são formadas pelos dois princípios formadores do caráter moral humano. Mas pense agora que, para essas pessoas, representadas pela maioria da população, se uma decisão que tenda para um único lado acontece, seria muito mais fácil a “queda” pela onda para o respectivo lado

Já, para quem está representado por uma das duas bases praticamente sozinha (por exemplo, 95% bondade + 5% maldade ou vice-versa), é muito mais fácil o caminho a ser pescorrido pelos 5% restantes até um 100% final enquanto que a “subida” pela onda a fim de um equilíbrio entre os princípios se torna muito cansativo, desgastante e difícil. Seguindo este conceito, as pessoas “normais” podem tender a “descer” pela onda até um dos princípios, ainda que possam parar no meio do percurso e se estabilizarem ou percorrerem novamente o caminho de volta.

Porém, considerando agora alguns fatores cruciais como este mundo cheio de injustiças, miséria e desamor… como as pessoas falsas, egoístas e desumanas… toda a destruição… todas as palavras rudes, as mentiras e as traições… todas as mortes psicológicas a quais somos submetidos todos os dias, seria muito difícil alguém no “pico da maldade” arrumar energia o suficiente para subir pela onda até a “normalidade”. Para elas, seria até mais fácil chegar no 100% da maldade.
Mas essa energia é o suficiente para que uma pessoa no “pico da bondade” não consiga atingir o seu próprio 100% e cavalgue mais e mais para o pico da onda representando o equilíbrio entre os princípios bons e maus… e, uma vez lá em cima, tal pessoa, com energia o suficiente, continuará a sua descida pela onda a fim de liberar e equilibrar toda a energia gasta durante o processo.

Talvez chegará o dia em que as pessoas realmente ruins de hoje não sejam tão ruins quanto aquelas que eles mesmos destruíram em algum momento do passado… e, deste modo, se arrependerão, de um modo bem menos honrado, de todos os seus atos ao verem suas criações andando por aí…

… até chegar o momento da onda estourar e virar uma linha reta de água pela areia…

(anjos renegados)